Por Alessandro França Desde os primórdios de 1983, quando iniciou sua carreira
musical, o cantor Paulo Ricardo passou por várias fases na música. Sua história
com o RPM se resume ao auge do sucesso e aos clichês de Rock and Roll até as derradeiras
dissoluções da banda, que ocorreram por anos.
Em 1989, quando lançou seu primeiro trabalho solo, Paulo
Ricardo continuou na linha do Rock, anos mais tarde enveredou-se pelo Pop Rock Romântico,
com sucessos que emplacaram nas rádios e novelas.
Já em 2016, paralelo ao seu trabalho com o RPM, lançou o CD Novo Álbum, que o cantor define como
a nova fase de sua vida pessoal e profissional.
Leia a entrevista concedida por ele ao Blog Revista Nota
Musical, no fim do ano passado.
1- O “Novo álbum” pode ser considerado um divisor de águas em sua carreira
solo?
Com certeza,
é o começo de uma nova fase, uma nova banda, um movimento em direção a um pop
contemporâneo, através da valorização da música.
2- A maioria das faixas do disco foram gravadas no modo “Old Shool” , ou
seja, com todos tocando juntos no estúdio. É a primeira vez que você usa
este formato de gravação? Por que a opção de gravar dessa forma?
Gravar em
Old School foi algo que eu sempre quis fazer. Esta é a primeira vez que gravo
e, além de muito divertido é perfeito para certos tipos de música. Ela nasce orgânica,
fluida e com jeitinho de palco. Adorei!
3- Nas suas apresentações recentes nota-se que tem tocado canções pouco
executadas ao vivo, a exemplo das músicas “ A Um Passo da Eternidade” e “Pérola”.
Como tem sido resgatar raridades do seu repertório musical?
Minha
carreira tem se dividido entre o trabalho solo e o RPM. Agora é hora de focar
no solo e buscar continuidade, olhar para trás e trazer unidade ao repertório.
Algumas dessas canções estão ressurgindo com uma roupagem completamente
diferente no show do trio, o que é muito estimulante. É o caso de A Um Passo da
Eternidade.
4- Você é de uma geração em que gravadoras estavam à procura de novos
talentos e, na época, havia dinheiro para investir na música. Atualmente com a
escassez financeira das gravadoras e pouco espaço na mídia, você acredita que o
RPM conseguirá tanto sucesso nos dias hoje?
O RPM foi um fenômeno. Timing perfeito. Não se pode descontextualizá-lo.
Mas acho que sim. Foram muitos acertos.
Por Alessandro França Neste último sábado, a banda
Skank trouxe para São Paulo, a turnê comemorativa dos 20 anos de lançamento do
cd Samba
Paconé, álbum com mais de 3 milhões de cópias vendidas, que está
totalmente revisado e conta com canções inéditas, arquivos de gravações e remix. O sucesso do disco na época, elevou a banda para
o mainstream do rock brasileiro.
A
apresentação
Conhecidos pelas animadas canções,
o grupo não fez feio para o público paulista. Literalmente afiada, a banda ousou
e trouxe um caminhão de sucessos que agitou a noite. O vocalista Samuel Rosa interagiu
com o público, que respondeu em coro os hits mais populares.
Além do repertório completo
do álbum Samba Paconé, vários sucessos do grupo embalaram a noite
paulista, dentre eles: “Acima do Sol”, “Vou deixar”, “Amores Imperfeitos” e
“Jack Tequila”. A banda encerrou o show com que sabe fazer de melhor: festa!
A
entrevista
Para falar sobre o
lançamento desta edição comemorativa do Álbum Samba Paconé, a equipe do
Revista Nota Musical falou com o
baterista Haroldo Ferreti, um pouco antes da apresentação São Paulo.
1
- Em que momento a banda decidiu revisar o material do “Samba Paconé”?
Quando vimos que o álbum completaria 20 anos e provocados
pelo Fernando (nosso empresário). Assim, passamos um pente fino em tudo que
guardamos da época de composição, pré-produção e a própria gravação do álbum.
2
- Como foi o processo de revisão de todo o conteúdo até chegar ao denominador
comum de um CD Triplo?
Selecionamos o que achamos mais interessante
dessa fase embrionária da produção de um álbum e assim ficou o CD 2. O terceiro
foi montado com versões, remixes de algumas músicas, que na época foram
lançados nos singles e mandados pra rádios, casas noturnas e dj’s. Nunca foram
comercializados. Esse material está no CD 3. O CD 1 é exatamente igual ao que
lançamos em 96.
3
- Além do material do Samba Paconé que já está disponível para venda, há mais
sombras de estúdio que os fãs possam ouvi-las um dia?
Sim, não só do Paconé, mas de vários álbuns.
Nossa ideia é disponibilizar esse material aos poucos para o público.
4
- O Skank fará um show na Audio Club neste sábado em São Paulo, como é tocar
para o público paulista?
Não há muita diferença de público em qualquer
parte do país. São Paulo sempre nos acolheu com carinho. O que sinto é que de
uma forma geral, as pessoas estão muito interessadas em escutar as músicas do
Samba Poconé ao vivo. Os shows que já fizemos com essa turnê foram muito legais
e acho que o público de São Paulo vai curtir também.
5 -
O que os fãs podem esperar do Skank para 2017?
Vamos seguir com a turnê Velocia e faremos, em
algumas cidades, o show do samba Paconé. Talvez, no meio do ano, gravaremos um
DVD com o registro do show.
Por Alessandro França Desde os primórdios, a música
sertaneja e sua transmutação de estilos arrastam multidões e fazem história na
música brasileira.
Deste celeiro repleto de
talentos está a dupla Marcos e Belutti, com apenas 8 anos de carreira, já colecionam
consideráveis números e muitos fãs. O reflexo deste sucesso está na Internet
com mais de 480 milhões de visualizações nas redes sociais.
Os sertanejos estão na
estrada divulgando o mais recente trabalho, o Acústico “Tão Feliz” lançado
recentemente em CD e DVD. A dupla fez uma parada em São Bernardo do Campo, onde
se apresentou na ultima sexta-feira, na Associação dos Funcionários Públicos,
com ginásio lotado.
Em duas horas de
apresentação, os músicos interagiram com o público do início ao fim, tanto que
o cantor Marcos desceu do palco e fez vários selfies com os fãs.
Os sucessos “Poeira da Lua”,
“Romântico Anônimo”, “Tão Feliz” e "Domingo de Manhã" não ficaram de fora. O entusiasmo do público
era grande, como conta a enfermeira Lucia Braggion:
“Muito bonito o show, eles são muitos bons!
Ouvir a galera cantar lá de trás, arrepia!”
Para quem é fã, o show
finalizou com aquele gosto de quero mais.
Há anos que a região do ABC
carece de grandes atrações e como alternativa, a população migrava à cidade de
São Paulo, em busca de entretenimento.
Apesar da crise, há
movimentações neste tipo de mercado. É o caso da “UP Eventos” que tem feito um
trabalho interessante de proporcionar atrações para a população do ABC: “Começamos
com pequenos eventos para o público jovem, e hoje estamos conseguindo trazer grandes
shows para o ABC, desde MPB até rock”, afirma o diretor da empresa Lucas França.
Ainda de acordo com Lucas de
França, para 2017 haverá muitas atrações “Há um projeto chamado “Brasil ao Vivo” que
será focado mais em MPB e a ação abrangerá todos os finais de semana de um mês
inteiro, com grandes nomes da música brasileira, como Roupa Nova, Gal Costa,
Ana Carolina, entre outros”.
No dia 20 de janeiro, Victor e Leo apresentou a nova turnê Boa sorte para você, que leva o nome do mais novo trabalho da dupla, no Restaurante São Judas, em São Bernardo do Campo. Esbanjando carisma, os cantores receberam os fãs e atenderam a imprensa para entrevista e sessão de fotos. Nós, do Blog Revista Nota Musical, estivemos por lá e registramos os melhores momentos do espetáculo. Confira!
O público fiel, que mesmo ao enfrentar o trânsito e a chuva, que inundou muitos pontos da cidade, não deixou de assistir ao show: “Caiu um dilúvio de água perto de minha casa. Achei que não chegaria para ver os meninos”, afirma a professora Dolores Araújo.
Canções como: Fada, Vida Boa, Borboletas e consagrados sucessos do mundo sertanejo foram relembrados pela dupla. Com uma banda de primeiríssima qualidade musical apresentou o novo trabalho, que conta com cenário diferente e repertório de compositores renomados. O clima proporcionou a interação e muita energia.
Fotos do show: http://www.flickr.com/photos/revistanotamusical/sets/72157625913674460/
Confira a nova música de Victor e Léo: CD Boa sorte pra você
Paralelo ao circuito musical de São Paulo a região do grande ABC propicia muita música e forma um celeiro de bons músicos que acabam indo tocar com diversos nomes da nossa música.
Um exemplo é o trompetista Bocato (morador da cidade de Santo André) que tem em seu currículo uma extensa bagagem de colaborações com profissionais da música.
É o mesmo caso do percussionista Dalua - Sua história não é diferente de seu conterrâneo, a habilidade adquirida para a música possibilitou-lhe tocar com expoentes da MPB como Milton Nascimento, Toquinho, Lenine entre outros.
Durante este mês março, Dalua apresenta - se com sua banda Lado da Lua no Tênis Clube Santo André com a temporada de música percussiva, evento que já teve convidados como Jair Rodrigues, Simoninha e para esta próxima terça - feira(23) contará com a participação do cantor e compositor Jair Oliveira (Jairzinho).
O Blog Revista Nota Musical esteve por lá na ultima terça – feira (16) conferiu uma dessas Apresentações.
O Show Com casa cheia a banda Lado da Lua proporcionou um espetáculo diferente com repertório eclético de MPB, Rock e Samba misturando instrumentos elétricos, percussão e beribal.
O grupo formado por Dalua (percussão e voz),Emilio Martins (percussão), Elder Costa (guitarra e voz), Marcelo Resende(cavaquinho e voz), Edy Trombone (trombone, bombardino e percussão), Dr. Otávio (contrabaixos acústico e elétrico), não deixou o ritmo da apresentação cair - a temática da capoeira também fez parte do repertório, além de contar com a encenação de capoeiristas algumas canções.
O palco era pequeno, a boa iluminação e a qualidade do som contribuíram para o bom espetáculo. Para quem imagina que essa estrutura caminha com auxílio de gravadora se engana, tudo é feito de forma independente como enfatiza Dalua “Trabalhar de forma independente é difícil, trabalhoso e sobre tudo é um grande aprendizado.”
A dinâmica entre a banda e o público era visível, na metade do show o cantor e compositor Paulo Ricardo foi chamado ao palco para uma participação especial e relembrou canções de Gilberto Gil, Caetano entre outros.
“O publico Brasileiro é sempre carinhoso conosco e aqui no ABC não é diferente. Eu gosto de vir tocar na região sempre que posso e tocar com a banda Lado da Lua será uma experiência muito interessante”. Declarou Paulo Ricardo momentos antes de sua apresentação.
Ao final do show a platéia aplaudiu de pé os músicos. Foi a prova de como a musica é capaz de para entreter e unir estilos diferentes.
Na última segunda-feira (25), a cidade de São Paulo comemorou 465 anos. Para celebrar a data, foram promovidos eventos simultâneos em diversos locais da capital paulista. No Parque da Independência não foi diferente, um grande palco foi montado para receber nomes consagrados da MPB: Flavio Venturini, Milton Nascimento e Lô Borges.
O show com entrada gratuita estava com início programado às 15 horas, mas as apresentações atrasaram por duas horas em decorrência da chuva que não deu trégua durante o evento. O público chegou aos poucos (muito fora do normal em dias de espetáculos no parque).
Por volta das 17h, a cantora mineira Érika Machado abriu a jornada musical, mas a banda pecou por conta do nervosismo, ao errar, por algumas vezes, o compasso das musicas. E para complicar, o som não estava muito nítido para o público, dificultando o entendimento das letras.
Na seqüência, o cantor e compositor Flavio Venturini apresentou-se com repertório da sua carreira solo e relembrou os sucessos de antiga banda “14 Bis”. O músico conseguiu se sobrepôs aos problemas técnicos e realizou uma boa apresentação, que contagiou o público.
O momento mais esperado da noite foi a entrada do cantor Milton Nascimento. Com sua voz linear e suave proporcionou um espetáculo que agradou a platéia (que naquele momento já tomava todo o parque) com canções que marcaram a sua carreira, tais como: Coração de Estudante, Canção da América, Maria-Maria e Caçador de Mim.
Durante os intervalos das músicas, a platéia se queixou com o cantor sobre a qualidade do som e ele, por diversas vezes, olhou para os operadores da mesa de som (ironia) pedindo para ajustar o áudio ao público. Apesar deste detalhe, os paulistanos estavam extasiados com a presença do ilustríssimo músico:
“Milton Nascimento faz parte de minha geração e de meus irmãos. Eu fiz questão de vir, é muito bonito vê-lo cantar”, disse o advogado Paulo Luniar Souza.
Para complementar, Milton chamou ao palco o cantor e compositor Lô Borges, que juntos, relembraram os sucessos dos discos Clube da Esquina 1 e 2. Borges cantou sozinho alguns de seus sucessos como a faixa Trem Azul, que foi imortalizada na voz de Elis Regina. Para a empresária Luciana Mayer o tempo de espera compensou:
“Há muito tempo eu queria ver a uma apresentação do Milton Nascimento, ele é sensacional! O Flavio Venturini e Lô Borges são fantásticos”
Após a maratona de shows o cantor Flavio Venturini recebeu o Blog Revista Nota Musical para uma entrevista exclusiva, confira.
1 – Como é tocar para o público paulistano? A cidade de São Paulo é minha madrinha, mudei para cá em 1974. Apesar de ter tido uma passagem pelo Clube da esquina, em Belo Horizonte, foi em São Paulo que comecei minha carreira profissional e fundamos o 14 Bis. Algum tempo depois, fui para o Rio de Janeiro, mas nunca deixei de visitar São Paulo, sempre gostei demais dessa cidade. O carinho da platéia paulistana é muito especial, é um tipo de público muito interessado, ouve diversos estilos e que gosta da gente e nos dá força!
2- Quais são os projetos de Flavio Venturini para este ano? Está programado um retorno para o 14 Bis, com a gravação de um DVD. Não será uma volta definitiva, mas um reencontro com meus amigos para comemorar os trinta anos da Banda. Paralelo a isso, devo continuar com a carreira solo e fazer um disco novo, assim que o meu estúdio estiver pronto.
3- Tanto na sua carreira solo como no 14 Bis, percebe-se uma preocupação entre harmonia e letra. Você consegue perceber essa produção nos jovens músicos de hoje? A formação do jovem de hoje é muito em cima da música melódica, acho que o ritmo tomou conta. É até legal, mas falta um pouco da galera ouvir não só as coisas do Brasil, mas do mundo inteiro que tenha qualidade e melodia. É preciso que as pessoas ouçam as maravilhas que a MPB tem, como todos os estilos. Para um conhecimento amplo do universo dá música se faz necessário ouvir desde o samba, o rock até as músicas populares mais românticas. E se ouvirem, certamente vão gostar!
O ultimo domingo foi marcado por muito sol, calor, chuva e, principalmente, aos que foram conferir “de graça” as atrações, que marcaram o evento Open Jazz Telefônica, realizado no Parque da independência, em São Paulo.
Uma mega estrutura foi montada para receber dois grandes nomes da música internacional: a cantora Dianne Reeves e o lendário guitarrista Buddy Guy, ambos norte – americanos.
Diversas gerações desde jovens, crianças até adultos assistiram a dois shows impecáveis. Um sob um sol escaldante e outro sob forte chuva.
Pontualmente, a cantora Dianne Reeves subiu ao palco. Com uma banda bem sincronizada e consistente – Reeves protagonizou um bom espetáculo, que teve momentos marcantes, como a capela com a voz, que surpreendeu a todos, devido à tamanha afinação. Sem domínio do português, interagiu com o público que correspondeu com muitos aplausos.
Na seqüência, após uma breve pausa para a troca de equipamentos, entra no palco a tão esperada atração: o músico Buddy Guy. A chuva que caia sob São Paulo não foi motivo para a dispersão do público, que mesmo embaixo d água não perdeu a empolgação. O entusiasmo dos músicos também era visível.
Considerado um dos maiores músicos do blues, Buddy prendeu a atenção do publico com o que saber fazer de melhor – realizar solos contagiantes e arrojados - um dom que adquiriu em mais de 45 anos, dedicados à música.
A qualidade técnica de cada músico era perceptível aos olhos, o som apresentou alguns problemas, mas não tirou a graça do espetáculo.
Apesar da chuva e do calor, o entretenimento de qualidade e a diversão foram garantidos.
Na ultima quarta-feira, a cantora Maria Rita se apresentou em São Paulo, no Projeto Sons da Nova, promovido pela Rádio Nova Brasil FM. O show ocorreu na casa de espetáculos HSBC Brasil. O Blog Revista Nota Musical esteve por lá para conferir.
O Show
A apresentação prevista para começar às 21h30, iniciou-se com 30 minutos de atraso. Quem esperou viu Maria Rita radiante no palco. O público lotou a casa para prestigiar a cantora.
Um espetáculo bem produzido e realizado com um cenário que contrastou perfeitamente com as canções. A qualidade do som estava quase perfeita, se não fosse o ajuste técnico na voz que aparentemente estava baixa.
Mas esse detalhe foi mínimo para um show que agradou diversas gerações que estavam presente.
Sua apresentação foi mesclada com canções do recente trabalho“Samba Meu”(CD/DVD) e músicas antigas que marcaram sua carreira. A interação da artista com a platéia foi intensa, cheia de energia e a empolgação era visível.
A banda que a acompanhava, executou as músicas com perfeição e contribuiu para manter o clima êxtase.
Maria Rita
Com 3 CDs lançados, Maria Rita é um exemplo de resgate à música de qualidade e perfeição, faz jus à sua hereditariedade musical.
Sua voz suave faz um casamento com o samba e a bossa nova de forma sutil e elegante. Com 8 anos de carreira profissional, a artista conquistou premiações e reconhecimento do público.
Projeto Sons da Nova
A iniciativa da Rádio Nova Brasil voltada a musica popular brasileira é benéfica para a cultura musical. Um segmento que traz em sua programação, a identidade da MPB.
O Rock Brasileiro vive um cenário estranho, que se altera a cada dia, com acontecimentos legais e outros menos produtivos e criativos. Para se buscar algo interessante é preciso correr atrás e saber o que rola neste meio. Em tempos de internet e downloads pagos é possível garimpar essas novidades.
Engajado nas inovações da net, o Blog Revista Nota Musical buscou e encontrou dentro do eclético mundo da música, a Banda RT, que é formada por Robi (baixo e voz), Tom (guitarra e Voz) e Anielo (bateria e voz).
O grupo formado por músicos profissionais com anos de estrada e que leva no currículo trabalhos com grandes nomes da música brasileira e internacional, traz um rock com arranjos trabalhados e canções que falam de amor de forma criativa. O CD “Nós somos o que já somos” está em fase de finalização e parte dele pode ser conferido no site oficial da banda (http://www.rtonline.com.br/).
Recém chegado de uma turnê no Sul do País e se preparando para o lançamento do novo CD, a Banda RT recebe o Blog Revista Nota Musical para uma entrevista exclusiva:
Confira:
1-Como surgiu à banda RT? Porque este nome? A Banda RT surgiu do encontro de Tom e Robi, quando formavam a banda de apoio à cantora Deborah Blando. Ambos identificaram afinidade musical, e logo passaram a compor juntos. O nome RT vem de uma sugestão do produtor Skowa, para que, o trabalho se chamasse Robi & Tom, mas como esse nome dava uma conotação sertaneja optamos por usar apenas as iniciais RT, já que se trata de uma banda pop rock.
2-Quais as influências musicais que moldaram o estilo do grupo? As influências são muitas, mas basicamente, de bandas de Rock nacionais e internacionais como Beatles, Led Zepelin, U2, Lulu Santos, Paralamas, Titãs e Capital Inicial.
3-A banda retornou de uma turnê em Santa Catarina. Como foi a passagem do grupo por lá? Foi muito agradável. Fomos recebidos com muito carinho em todas as cidades por onde passamos. Ficamos felizes ao saber que as músicas são muito bem aceitas por lá, chegando muitas vezes entre as dez mais tocadas nas rádios. Com este resultado, pretendemos voltar, em breve, para realizar novos shows.
4-O RT está lançando o CD ”Nós somos o que já somos”. Qual a expectativa deste trabalho? Esperamos que as músicas continuem caindo no gosto dos ouvintes e em todas as rádios. Assim, teremos a oportunidade de fazer uma boa estréia no cenário musical brasileiro, consolidando o nome RT em um futuro consistente e duradouro.
5- Existe um clipe do RT que está em fase de produção, qual a previsão de lançamento? Vamos lançar no show do dia 29 de agosto, no “O Kazebre”, em São Paulo. Todos estão convidados a assistir o show.
6- Robi, você esteve na Europa aperfeiçoando seu conhecimento musical. O que aprendeu e qual é o cenário musical que estava acontecendo por lá?
Quando estive na Europa, passei seis meses por vários países, como: Itália, Espanha, Alemanha, França e Inglaterra. Viajava de trem e parava nas grandes cidades por alguns dias. Geralmente era bem recebido e fazia shows freqüentes em bares, praças e festivais, com muita proximidade ao público. Tive oportunidade de tocar com alguns músicos europeus e a troca foi muito enriquecedora. Fazia repertório variado indo de Beatles a MPB, geralmente no esquema “banquinho, voz e violão”. A experiência adquirida foi sensacional, pois “começava” a tocar violão e com essa prática pude me apresentar em variados públicos, além de experimentar músicas e estilos renovados. O cenário musical da época não era muito diferente ao de hoje, ou seja, basicamente Pop Rock, como U2, Gipsy Kings, Aha, entre outros.
7- Anielo, quais os melhores bateristas que você poderia destacar da atual música brasileira? Na atual música brasileira tenho alguns preferidos, como Daniel Weksler (Nx Zero), Paulinho Fonseca (Jota Quest) e P.G (Thiuana). Estes são os nomes que mais me chamam atenção, devido à criatividade e a maneira que compõem os GROOVES "Ritmos/Levadas" das músicas. Também não posso deixar de fora o cara que em minha opinião ferveu o cenário do pop rock no Brasil, que é João Barone, do Paralamas. Ele é o meu preferido.
8- Tom, quais os artistas que influenciaram na sua formação como guitarrista? Bom, foram vários, mas posso dizer em ordem cronológica, que começou com Peter Frampton, depois Jimi Hendrix, Van Halen, Jimmy Page, Ritchie Blackmore, Angus Young, Eric Clapton e Al di Meola. Mas para frente, veio o Steve Vai, Yngwie Malmsteen, Steve Morse e Paul Gilbert
Misturando técnica vocal e instrumental, o grupo Roupa Nova, apresentou-se na noite desta sexta-feira(09/07), no Restaurante São Judas, em São Bernardo do Campo. A turnê faz parte do lançamento do DVD e CD Roupa Nova em Londres, material que foi gravado no famoso estúdio da Abbey Road.
A APRESENTAÇÃO
O público presente era formado por diversas gerações de pessoas, que cresceram, amadureceram, ouvindo Roupa Nova, algumas delas vieram de outras cidades para ver o show como a Psicóloga, Ângela Nunes “Vim de São Caetano até aqui, para ver esses meninos, eles são muitos bons no que fazem e merecem o sucesso que tem até hoje”.
Com uma longevidade de 27 anos de estrada, a banda proporcionou um show com qualidade visual, sonora e musical acima da média e uma aula de música com profissionalismo, por durante duas horas de apresentação, iniciada dentro do horário previsto às 23 horas.
O repertório foi bastante mesclado com canções do novo trabalho e clássicos, que a parte fizeram a alegria de quem estava presente. Músicas como Coração Pirata, A Viagem,Começo,meio e fim, não ficaram de fora - A canção Dona foi lembrada e tocada com arranjos de violões e cantada por Nando,Feghali e Serginho. O ponto alto da apresentação ficou por conta da execução da canção She's Leaving Home, dos Beatles feita em capela pelos integrantes.
Entusiasmados, os músicos interagiram bastante com a platéia, que cantou e dançou no embalo de cada acorde orquestrada pela banda. Ainda no final, a banda fez uma celebração as grandes bandas do cenário internacional: The Police,Bee Gees,Eagles.
Foi encerrada no ultimo Domingo, a terceira edição da Virada Cultural Paulista, que levou 560 atrações em 20 cidades no interior São Paulo. O evento promoveu manifestações artísticas com muita dança, teatro,música e literatura.
E na região do ABC, em São Bernardo do Campo, a festa não foi diferente, a população compareceu e conferiu bons espetáculos. Lenine, Sandra de Sá, André Cristovam e Nasi, rechearam a opção de atrações, que marcou o fim de semana.
O SHOW A abertura musical ficou por conta do cantor e compositor Nasi(Ex-Ira), que apresentou um repertório bem eclético e fez o publico cantar e esquecer o frio que fazia na cidade. Nasi com sua banda formada por Nivaldo Campopiano(Guitarra), Johnny Boy(Baixo), Evaristo Pádua(Baterista), André Youssef(Teclados), realizou uma boa apresentação e executou clássicos do rock nacional e internacional.
O destaque foi a homenagem feita a Raul Seixas, que foi lembrado com as canções “Metamorfose Ambulante”, “Sociedade Alternativa”, “Al Capone”,“Mosca na sopa”. O cantor, não deixou de fora canções de sua antiga banda Ira! “Tarde Vazia”,”Núcleo Base” entre outras, o público agradeceu interagindo com entusiasmo. O destaque da apresentação foi a canção “Epitáfio” que foi regravada recentemente por Nasi e tocada durante o show.
A ENTREVISTA Nascido em São Paulo, Nasi faz parte de uma geração musical dos anos 80, que foi moldada por muita criatividade, rebeldia e levada pelo prazer de fazer rock. Foi um dos fundadores do Ira e após a dissolvição da banda em meados de 2007, segue em carreira solo.
O cantor recebeu em seu camarim o Blog Revista Nota Musical para uma entrevista exclusiva:
Qual a importância de participar de eventos como a Virada Cultural Paulista? R: A Virada se tornou um evento de extremo sucesso e importância principalmente para a Grande SP. Acho que a cultura de São Paulo e ABC, ela é rica em qualidade e variedades, seja ela em música, teatro, dança e cinema. A virada está se tornando gradativamente um dos grandes movimentos culturais mais importantes do Brasil, cada vez mais pessoas estão vindo para a região para conhecer um evento, que dispõe de 24 horas de atrações e inúmeros shows e espetáculos. Fico feliz de participar disso.
Que influência o blues teve na sua formação como músico? R: O Blues sempre fez parte da minha vida musical-Na adolescência o barulho e a rebeldia punk, foi o que me levou a montar uma banda de rock. Mas assim que iniciou-se uma fase mais adulta da minha carreira, o Blues ganhou mais importância e dentro deste gênero musical, tive muita referência dos discos de blues que eu ouvia aos 14 anos de idade. No inicio da minha carreira solo, montei uma banda chamada Nasi e os irmãos do Blues, que na verdade era uma grife e uma forma de explicar, que aquele era um projeto de blues. Lancei três álbuns com o grupo, participei praticamente de todos os festivais de internacionais de blues promovidos no país.
A partir do meu quarto álbum solo "Onde os anjos não ousam pisar", deixei essa grife de lado - Misturei os gêneros, coloquei mais rock,soul e claro Blues, está mais próximo do que faço hoje. Atualmente, eu só faço shows de blues em eventos muito especiais.
Como você avalia o atual cenário do Rock Brasileiro? R: Sinto hoje em dia, que está uma coisa muito homogênia, Oitenta por cento e a aquela coisa do Hardcore melódico ou a mistura de Rap com Rock and Roll. Eu acho que infelizmente, isso foi uma conseqüência da popularização das FM`s comerciais. Quando o rock da década de 80 começou, havia muitas rádios rocks iniciando, inclusive a famosa rádio 97 FM, aqui em santo André, onde tínhamos uma programação mais livre e tocava todos os estilos de rock diferentes como: Kid Abelha, Ira, Titãs, Lobão, Inocentes. Com o sucesso disso, iniciou-se uma homogenização do gênero com coisas, que virava sucesso como Hardcore melódico e tal, foi que começaram a imprimir uma maneira de se fazer Rock. Hoje, nesse sentido é mais pobre, sem dúvida nenhuma. O cenário do Rock Brasileiro perdeu muito. Mas eu acredito, que o cenário independente atual ganhou uma vida muito grande, com a internet você tem uma independência muito maior, com que tínhamos nos 80 com relação a gravadoras. A Mallu Magalhães é exemplo desse novo cenário e ganhou reconhecimento.
Como está essa história de usarem seu nome em vão? R: A história foi a seguinte: Existia um site com formato de comunidade cm meu nome,que era o maior de um membro do Ira em popularidade com quase 8 mil pessoas. Eu descobri por observação de outras pessoas, que o lado de lá, tinha colocado um fake de moderador, que ficava cortando elogios a mim e me boicotando,ou seja,uma comunidade dedicada a minha pessoa,que não pode falar de mim?Foi ai, que bati de frente, entrei com uma notificação extra judicial no Google.
Essa marca Nasi pertence a mim e não pode ser usada, a não ser com minha permissão. O site estava sendo usado para me atacar e me prejudicar. Acredito, que o Google ainda não tenha recebido essa notificação, mas estranhamente esse site sumiu como bolha de sabão. Pois, eu mandei avisar através do meu site oficial, para que os ratos pulem do navio, porque o pirata está chegando. Isso é coisa de gente pobre e tão vampiresco, que eles ainda querem mamar na minha teta. Acho que eles deveriam incentivar as suas próprias comunidades. O que fizeram comigo com a marca Ira, obviamente não vão fazer comigo.
BRUNO E MARRONE CREDICARHALL 28/05(Qui) 21H30; 29/05(Sex)-22 HRS. 30/05(Sab.)- 22 HRS; 31/05(Dom.) 22HRS. Ingressos à venda: www.ticketmaster.com.br Censura:14 anos
CASSANDRA WILSON HSBC BRASIL 29/05(Sex)- ÀS 22 H. Ingressos à venda: www.hsbcbrasil.com.br Censura:14 anos
SKANK CITIBANK HALL 29/05(Sex) E 30/05(Sab)-ÀS 22 H Ingressos à venda: www.ticketmaster.com.br Censura:14 anos
MCFLY VIA FUNCHAL 30(Sab.) às 21h30 E 31/05(Dom.) às 20 H. Ingressos à venda: www.viafunchal.com.br Censura:14 anos
Em clima de adrenalina e empolgação, o grupo NX Zero apresentou-se no último Domingo(03), no clube atlético Aramaçan, em Santo André. A abertura do show ficou por conta das bandas Ponto Zero e Strike.
O público formado por adolescentes e crianças(acompanhados dos pais), não ligou para o calor que estava na pista,cantou,dançou e entrou em estado de êxtase com a performance das bandas.
Muitos pais não mediram esforços para levar seus filhos ao evento, como a psicóloga, Lourdes Disaro, que acompanhou os filhos com idades de 12 e14 de anos “Eles queriam vir de qualquer jeito, tive que ceder, o que a gente não faz pelo nossos filhos”. O empresário, Gilberto Nunes Souza que levou o filho de 13 anos, gosta do estilo de música “Acho valido, quando temos coisas diferentes na música brasileira, o NX Zero é novo e soa inovação,meu filho não para de ouvir”.
Como grande atração da noite, o Nx Zero entrou no palco por volta das 22h30 e apresentou o repertório de seu último trabalho Agora(lançado em 2008) e executou sucessos “Pela ultima vez”,”Bem ou Mal” ,”Daqui pra frente”.
O Grupo formado por Di Ferrero(Vocal), Gee Rocha(Guittarra), Daniel Weskler(bateria), Caco Grandino(Baixo), Fi Ricardo(Guitarra), demonstrou carisma, talento e conseguiu envolver o publico, que interagiu com a banda durante a execução das canções. A apresentação de uma hora e meia- foi boa, apesar das falhas ocorridas no som durante o show, as vozes estavam baixas e som da bateria muito alto. O evento ocorreu sem maiores incidentes. Confira o trecho do show:
O cantor e compositor mostrou um show diferente e intimista, que empolgou o público.
Frejat apresentou ao público do ABC, neste último Sábado (25), no SESC Santo André, canções de seu novo Álbum Intimidade entre estranhos, além de relembrar sucessos de sua carreira solo(Segredos, Amor pra recomeçar, preciso te tirar do sério).
A banda formada por Billy Brandão(Guitarra), Bruno Migliari(Baixo), Marcelinho Costa(Bateria) e Mauricio Barros(teclados) - seu parceiro desde os tempos de Barão Vermelho, contribuiu para um bom espetáculo com emoção e ritmo durante a apresentação.
Com cenário simples, Frejat interagiu com a platéia (Bilheteria esgotada), fez solos de guitarras tidos como sua marca registrada no Barão Vermelho, que foi lembrado com hits Bete Balanço, Por você e outras. O público cantou, dançou com repertório variado de estilos( Rock, Baladas,Soul e Blues), que moldaram a noite.
Com mais de 25 anos de estrada, Frejat esbanja energia e habilidade com a guitarra como poucos. Um artista à frente do tempo que ousa com inovação.
ADOÇÃO Amy Whinehouse é, mais uma vez, foco de notícia. A novidade é a vontade de adotar uma criança. De acordo com jornais do segmento musical, a iniciativa de ser mãe adotiva, veio com a descoberta da traição do marido Blake Fielder-Civil, que engravidou outra mulher. Amigos mais próximos da cantora relataram que a atitude da cantora é somente para se conformar com o adultério do marido.
DVD À VISTA Está previsto pra o mês de maio, o lançamento de um DVD Especial Legião Urbana e Paralamas do Sucesso. O material reúne vídeos realizados em meados de 1988, que contemplaram o encontro histórico entre as bandas, além de participações no extinto programa Globo de Ouro, da TV Globo.
SAINDO DO FORNO João Bosco anuncia o lançamento de seu cd para o segundo semestre. O trabalho contará com 13 faixas, sendo a única regravação o samba “Ingenuidade”, sucesso na voz de Clementina de Jesus.
PROCESSO A banda Pink Floyd processou a gravadora EMI, por erros no pagamento do royalties - sob alegação de não receber os direitos sobre seus discos ao longo da carreira. O grupo é o mais lucrativo do selo, perdendo apenas para os Beatles. A EMI foi arrematada em 2007, por 3,2 bilhões de libras (R$ 10,2 bi) incluindo suas dívidas.
NOVIDADES O cantor e compositor Neil Young, que acabou de lançar seu novo cd Fork in the Road, 32º álbum da carreira, está com planos de lançar para o mês de junho- uma caixa intitulada de “Archives”, que contará com uma coletânea de seus os maiores sucessos. Paralelo a esta empreitada,Young está com seu projeto ecológico “Inusitado” de transformar seu Lincon continental 1959 de duas toneladas e meia em um carro movido a eletricidade. Aja criatividade!
QUEDA Segundo a agência de noticias Reuters. A indústria fonográfica mundial obteve uma queda de mais 8% em 2008. Faturando apenas U$$ 18,42 bilhões, o motivo da perda seria a transição para formatos digitais mais baratos que o disco e a crescente pirataria em algumas partes do mundo. As vendas de CDS caíram 15 % no mercado global, mas já a venda de música pela internet e dowloads por celulares obteve um crescimento registrado em 24% no cenário internacional com um lucro estimado em U$$ 3,7 bilhões.
Em dezembro do ano passado, ao cobrir o show do apresentador Raul Gil, entre os seus convidados estava o jovem Caio Mesquita, que de início não me chamou a atenção. Imaginei que fosse mais um cantor, se não fosse por um detalhe: o saxofone. Sua apresentação foi bem aceita perante o público da noite e o rapaz muito aplaudido. Até então, eu não tinha um CD do instrumentista para avaliar o seu trabalho tanto como músico ou como artista.
Até que tomei conhecimento do seu novo trabalho Caio Mesquita Sertanejo. Entrei em contato com sua assessoria de imprensa, para obter outras informações do álbum. Recebi o disco e constatei um material diferente daquilo que estou acostumado a ouvir - são14 faixas completamente instrumentais, compostas de clássicos da música sertaneja. Além do cuidado com o repertório outro ponto que chamou a atenção foi à produção fotográfica e o encarte bem elaborado.
Este é o quinto álbum do músico, que diferente dos antigos trabalhos que resgataram canções da Bossa Nova, MPB e temas Natalinos, faz uma releitura de sucesso nas vozes de Bruno & Marrone, Daniel, Leonardo, Chitãozinho & Xororó e Zezé di Camargo & Luciano, popularizando a música instrumental, em um país que não difunde esse estilo musical.
Caio que tem apenas 18 anos, já vendeu mais de 600 mil cópias e tem um DVD de ouro no currículo. O jovem santista, que não esconde sua adoração por futebol, toca mais de 10 instrumentos musicais: teclado, guitarra, gaita, piano e outros.
Caio Mesquita nos concedeu uma entrevista exclusiva para falar de sua carreira e de seu novo projeto. Confiram e comentem!
1-COMO SURGIU A IDEIA DESTE NOVO TRABALHO “CAIO MESQUITA SERTANEJO”? Era uma idéia antiga e agora tivemos a oportunidade de colocá-la em prática. Eu sempre gostei de música sertaneja. Aliás, foi por causa de “Pense em Mim”, de Leandro e Leonardo, que resolvi aprender tocar saxofone. Na gravação dessa música foi usado um solo de sax que me fascinou desde a primeira vez que ouvi.
2-COMO FOI O PROCESSO DE ESCOLHA DO REPERTÓRIO? Fácil e difícil. Ao mesmo tempo que temos músicas ótimas e conhecidas, nos deparamos com a seguinte situação: escolher 14 canções entre tantas músicas lindas e importantes. Mas tentamos ser ecléticos e variar entre clássicos antigos até sucessos atuais.
3-COMO OS ARTISTAS QUE VOCÊ REGRAVOU NESTE ÁLBUM RECEBERAM ESTE TRABALHO? De forma muito carinhosa. Já estive em contato com quase todos os artistas e compositores que foram regravados no disco e todos adoraram a idéia. Inclusive, há pouco tempo, o cantor Daniel esteve aqui em Santos, onde moro, e tivemos a oportunidade de tocar algumas músicas juntos no show dele, incluindo a música Adoro amar você, grande sucesso do meu CD.
4-VOCÊ JÁ GANHOU TRÊS DISCOS DE OURO E UM DVD DE OURO, ENTRE OUTRAS PREMIAÇÕES, QUAL A IMPORTÂNCIA DESSE RECONHECIMENTO NA SUA CARREIRA? Fico feliz com o carinho e o reconhecimento de todos pelo meu trabalho, é algo novo, inusitado e ousado. Aliás, até agora, com quase 3 anos de carreira discográfica, sempre fomos muito bem recebidos pela crítica, pelos artistas e principalmente pelo público!
5-COMO VOCÊ SE SENTE POPULARIZANDO A MÚSICA INTRUMENTAL, JÁ QUE NO BRASIL , A MÍDIA NÃO ABRE MUITO ESPAÇO PARA ESTA SEGMENTAÇÃO? Sinto que estou fazendo um trabalho que não acaba por aqui. Tenho grandes intenções de cada vez mais levar a música instrumental ao público, e torço para que sempre venham outros músicos e que eles também consigam o espaço e reconhecimento que eu consegui. Tenho grandes amigos que hoje seguem junto comigo esta caminhada, e fico feliz por ter aberto as portas nesse sentido.
5-QUAIS SÃO SUAS INFLUÊNCIAS MUSICAIS? Muitas, entre elas Kenny G, Jorge Vercillo, Djavan, Milton Guedes, entre outros.
6- ALÉM DO SAX VOCÊ TOCA OUTROS INSTRUMENTOS? QUAIS? Teclado, guitarra, piano, vioão, baixo, bateria, sax alto, tenor, soprano, flauta doce, transversal, pífaro, gaita, percussão, etc...
7-COMO VOCÊ CONCILIA A VIDA PROFISSIONAL COM A PESSOAL, JÁ QUE É UM RAPAZ DE 18 ANOS? A FAMA AJUDA OU ATRAPALHA? Nem tem como dizer que atrapalha, pois foi por isso que sempre lutei e hoje conquistei. Então, não há como voltar atrás, e muito menos como reclamar, pois é e sempre foi a vida que quis pra mim. Abri mão de muita coisa por isso, e ainda abro, mas sempre feliz e realizado.
8-COMO SURGIU SEU GOSTO PELA MÚSICA? Aos 5 anos, quando ganhei de presente da minha avó um tecladinho de brinquedo.Ali eu passava horas do dia, brincando, tirando as músicas que ouvia no rádio. A partir desse momento, comecei a estudar piano com minha tia e então tudo começou a acontecer naturalmente!
Na noite desta sexta-feira, os mineiros Victor e Leo, se apresentaram na Estância Alto da Serra, em São Bernardo do Campo. A dupla chegou na casa por volta das 23 horas, escoltada pela polícia rodoviária, devido ao engarrafamento na Rodovia Ancheita/Sentido Santos.
Nada tirou o ânimo do público que esgotou os ingressos, nem a chuva espantou os fãs, que prestigiaram a turnê do álbum “Borboletas”, titulo que leva o nome da música de trabalho, já executada nas rádios do Brasil.
O espetáculo Já era madrugada, quando Victor e Leo davam os primeiros acordes. A animação do público (estimado em 12.000 pessoas) contagiou os músicos. A arena se tornou em imenso um conjunto de vozes, dando um espetáculo à parte. Na pausa descanso de Leo, Victor e o sanfoneiro da banda fizeram solos improvisados e interagindo com a platéia.
Com duas de Horas de apresentação,canções como “Sinto falta de você”,“Fada”,”Vida Boa”e ”Borboletas” não ficaram de fora, foram executadas com um cenário modesto, combinado com uma boa iluminação e qualidade de som.
Muitos fãs vieram de varias localidades e não mediram esforços, nem distâncias, como o caso do professor de Biologia, Fabio Luwartz, que é da cidade de Suzano “Não há distância que me faça pensar em assistir a um show”. A publicitária Paola Neves, moradora do bairro de Santana, diz: “Sair de São Paulo para vir até São Bernardo não é fácil, mas vale a pena, para se distrair,ver gente e curtir o show”.
A turnê segue com a agenda bastante apertada e, de acordo com a assessoria de imprensa, há mais shows previstos para a cidade de São Paulo e região do ABC, que serão divulgados em Breve.